Mundo
Guerra no Médio Oriente
Irão suspende negociações de paz com EUA
De acordo com notícias avançadas pela agência iraniana Tasnim a equipa de negociação do Irão está a retirar-se das trocas de mensagens com os EUA, feita através de mediadores. Teerão tinha já afirmado que não haveria mais negociações com os Estados Unidos até que seja cumprida a exigência de fim dos ataques de Israel ao Líbano.
A notícia foi avançada pela agência de notícias iraniana Tasnim: o Irão suspendeu o diálogo e a troca de textos com os Estados Unidos, via mediadores, devido às violações de cessar-fogo no Líbano.
"A equipa de negociações iraniana suspende, assim, o diálogo e a troca de textos através dos mediadores", especifica o meio de comunicação iraniano, acrescentando que a decisão foi tomada devido aos crimes que Israel "continua a cometer" no Líbano e às violações "em todas as frentes" do cessar-fogo assinado a 08 de abril.
"A equipa de negociações iraniana suspende, assim, o diálogo e a troca de textos através dos mediadores", especifica o meio de comunicação iraniano, acrescentando que a decisão foi tomada devido aos crimes que Israel "continua a cometer" no Líbano e às violações "em todas as frentes" do cessar-fogo assinado a 08 de abril.
A emissora estatal iraniana frisou, por seu lado, que a probabilidade do cessar-fogo entre o Irão e os Estados Unidos terminar é elevada se os ataques israelitas ao Líbano não cessarem.
Está agendada uma reunião de emergência sobre o Líbano para esta segunda-feira no Conselho de Segurança das Nações Unidas, a pedido da França, que declarou domingo que "nada justifica a grave escalada em curso no Líbano".
As Forças de Defesa de Israel entraram no sul do Líbano, avançando no território com a maior profundidade em 25 anos. Justificaram as operações com o objetivo de "eliminar" a guerrilha libanesa do Hezbollah. O Irão já reiterou, através do seu Ministério dos Negócios Estrangeiros, que um cessar-fogo no Líbano é "uma condição essencial para qualquer acordo" de paz com os EUA.
As Forças de Defesa de Israel entraram no sul do Líbano, avançando no território com a maior profundidade em 25 anos. Justificaram as operações com o objetivo de "eliminar" a guerrilha libanesa do Hezbollah. O Irão já reiterou, através do seu Ministério dos Negócios Estrangeiros, que um cessar-fogo no Líbano é "uma condição essencial para qualquer acordo" de paz com os EUA.
Esta segunda-feira, o exército israelita avisou que continuará as suas operações, caso a guerrilha xiita libanesa do Hezbollah, fiel a Teerão, prossiga com os bombardeamentos de alvos em Israel.
O exército israelita informou ter intercetado mais três projéteis lançados do Líbano em direção ao território israelita, esta segunda-feira.
O Hezbollah afirmou por sua vez que prossegue com o combate às forças israelitas perto da fortaleza de Beaufort, no sul do Líbano, um sítio medieval estratégico que Israel anunciou ter ocupado.
O grupo, apoiado pelo Irão, afirmou em comunicado que o exército israelita tem estado a tentar, "com grande dificuldade" e desde amanhecer de domingo, "consolidar a sua presença nas proximidades da fortaleza".
O Hezbollah alega que não tinha qualquer presença militar na cidadela quando as forças israelitas entraram no local.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, indicou domingo que o Exército israelita tomou a fortaleza medieval de Beaufort, no âmbito da expansão das suas operações militares no país vizinho.
O grupo, apoiado pelo Irão, afirmou em comunicado que o exército israelita tem estado a tentar, "com grande dificuldade" e desde amanhecer de domingo, "consolidar a sua presença nas proximidades da fortaleza".
O Hezbollah alega que não tinha qualquer presença militar na cidadela quando as forças israelitas entraram no local.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, indicou domingo que o Exército israelita tomou a fortaleza medieval de Beaufort, no âmbito da expansão das suas operações militares no país vizinho.
Tensão agrava-se
O cessar-fogo entre Teerão e Washington tem estado sob pressão crescente também pelo agravamento da troca de ações militares entre forças iranianas e norte-americanas em torno do controlo do Estreito de Ormuz.
Os EUA dizem que atingiram alvos militares iranianos no fim de semana, enquanto Teerão disse ter respondido com um ataque a uma base norte-americana. Os ataques representam a mais recente troca de acusações entre os dois
lados, depois de as negociações para um acordo que pusesse fim à guerra
que dura há meses não terem avançado durante o fim de semana, com a
imprensa norte-americana a noticiar que Trump terá solicitado alterações
aos termos do acordo.
Esta foi o terceiro agravamento do conflito na região do Estreito de Ormuz, em cerca de uma semana.
O Comando Central dos EUA (Centcom) afirmou ter lançado "ataques de autodefesa" em resposta a "ações agressivas iranianas", que incluíram o abate de um drone norte-americano sobre águas internacionais.
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irão (IRGC) afirmou ter atacado uma base aérea utilizada pelas forças norte-americanas, preparando o terreno para um ataque contra o Irão.
O Centcom disse que dois mísseis balísticos iranianos, que tinham como alvo as forças norte-americanas no Kuwait, foram intercetados e que "nenhum militar norte-americano ficou ferido".
O Kuwait tinha declarado anteriormente que as suas forças tinham confrontado mísseis e drones "hostis".
Esta manhã, numa publicação no Truth Social, o presidente norte-americano, Donald Trump, pediu aos seus críticos que "relaxassem", afirmando que "tudo acabaria bem". Acrescentou que o Irão "quer realmente fechar um acordo, e será um bom acordo para os EUA".
O Centcom disse que dois mísseis balísticos iranianos, que tinham como alvo as forças norte-americanas no Kuwait, foram intercetados e que "nenhum militar norte-americano ficou ferido".
O Kuwait tinha declarado anteriormente que as suas forças tinham confrontado mísseis e drones "hostis".
Esta manhã, numa publicação no Truth Social, o presidente norte-americano, Donald Trump, pediu aos seus críticos que "relaxassem", afirmando que "tudo acabaria bem". Acrescentou que o Irão "quer realmente fechar um acordo, e será um bom acordo para os EUA".